RECUERDOS DE CAMPANHAS
Andei por estes dias vendo na TV propagandas dos partidos políticos, que se preparam para as eleições deste ano. Hummmm…. Senti bons eflúvios, porque me sobraram boas recordações. E uma farta experiência…
Algumas das mais agradáveis recordações que tenho de campanhas que já fiz, ao todo seis desde 1994, são as da campanha à prefeitura de POA de 1996. Aprendi com as vindas do saudoso Geraldo Walter e do querido Nizan Guanaes que campanha é um rito que escreve a história, mas apenas um rito. Será história se não é esquecida por nada trazer de novo.
Combinamos que se faria uma campanha em que eu faria só o que sei: com imensa confiança no projeto político que oferecia com meus companheiros para a cidade, e tudo de modo verdadeiro. Nada de candidata-sabonete. Os resultados vejo em obras que propus na cidade hoje realizadas, mais uma forma de encarar a coisa toda que se incorporou também na política.
Vieram, ajudaram a deflagar a linha toda, e se foram, Geraldo e Nizan. Aprendi como funciona a rede das campanhas de marketing das eleições. Consultada pelo chefe da nossa equipe que afinal topou o desafio de fazer campanha sem dinheiro (equipe de primeiríssima, céus!) e que nos colocou pela primeira fez como polarização PT vs PSDB aqui no estado, apoiei que tudo o que se fizesse de bom com o que produzíamos poderia ser repassado às outras candidaturas pelo Brasil. E vice-versa. Quanta riqueza, que liga!
Começamos com o que eu firmemente já pensava, pois nunca encarei a campanha como negação dos outros: “não viemos aqui para destruir o que foi feito, mas para melhorar e desenvolver o que ainda não foi feito”. Isso em 1996 parecia ingenuidade. Hoje é bordão repetido – mas muitas vezes não praticado. Não é mesmo?
Segui com aquilo que me guia mesmo, todos os dias, no enfrentamento das coisas, e que resultou numa frase que foi imediatamente assimilada pelas crianças e recebida com sorriso pelos adultos “fala mansa não me engana, fala grossa não me assusta”. Soube até de uma cena em que os filhos ainda crianças de um conhecido meu, de outro partido, foram “lutar com espadas” no quintal e se “atacavam”, iam e vinham, dizendo, “fala mansa não me engana, fala grossa não me assuta”. Então vi, fez sentido. A mensagem pegou.
Sim, porque há alguns políticos típicos que, com fala mansa, se colocam como infelizes, coitadinhos, e assim se dizem legitimados para agredir ou mentir por palavras no debate público, fazer tudo que não é permitido por lei, com fala mansa, depois vindo pedir desculpas no privado, dizendo “sabe, é da política”. Não, não é.
E outros que vociferam tentando assustar, inibir, ameaçar. Não me assusta, e que bom se cada vez assustarem menos aos menos treinados para o debate em qualquer cotidiano da vida num mundo bem agressivo como tem sido o nosso.
A brincadeira das crianças com o “fala mansa não me engana, fala grossa não me assusta”, assim como a frase verdadeira que hoje é repetida na política não mais como ingênua e sim como visão política da mesma, de que não vim para destruir e sim para construir, são boas recordações.
Mas os recuerdos me alegram ainda quando vejo, reproduzida em outras mensagens, e mesmo propagandas, a grande criação de um clipping do casal que, foco nos rostos de perfil, discutem forte um de frente para o outro, a voz da minha propaganda apresentando a campanha “aqui todo mundo tem opinião, tem time, mas há algo de novo que se apresenta na política para que se possa caminhar juntos (sic meu)”, a câmera vai se distanciando, um com camiseta de gremio, ela de camiseta de inter, param de brigar, se abraçam, caminham para o fundo, cada um com um número na camiseta formando, é claro, o número da campanha. Que não vou escrever (1) porque todos sabem, e (2) para não parecer campanha antecipada.
Bem, foi capa do então Correio do Povo foto do dia da eleição de um casal, no brique da Redenção, cada qual com sua camiseta, inter e outra gremio, e cada qual, de mãos dadas sorrindo no flagra, com as bandeiras de sua opção de voto nos ombros. Verdadeiras, nada combinado. Então vi: pegou, a mensagem pegou.
Perdi no primeiro turno, mas polarizei. E com essa equipe, sempre heróica equipe, por que será? Escrevemos uma bonita história de como fazer campanha eleitoral.
Claro, guardo também recordação de depois da eleição, sentir um cansaço sem fim, que nunca acabava, inchaço nas pernas, sono, unhas fracas, mas como se tudo está indo bem? Até que o Dr. Terra diagnosticou: é, tudo tem seu custo. Se foi a tireóide. Cavacos. Para isso tem remédio…

Prezada governadora, aprendi em PG e MBA de Gestão que nada consegue vencer os sete pilares da gestão: gráficos, números, imagens, testemunhos sinceros, estatísticas, comparações e transparência. A sua luta em ir atrás de realizações é muito forte. Não há um dia que não vejo imagens suas em obras no interior do Estado e eventos na Capital,recebendo reconhecimentos, sempre lutando para buscar frentes de trabalho, geração de empregos, renda, empreendimentos. Nessas próximas eleições muitos já possuem a certeza que a nobre gestora estará preparada para mostrar a gestão como ela é, sem ataques pessoais, de forma franca e ética como sempre foi, não tolerando a dissimulação, usando os pilares da gestão, pela sua desenvoltura verbal firme, palavras bem encadeadas. A eles vão restar o rescaldo de denuncismos e baixarias, falta de nível. Já existe nos bastidores a grande expectativa que a sua campanha vai arrasar, por que é uma gestão técnica reconhecida e qualificada nos sete pilares da gestão. Com certeza irá escrever mais uma bonita história de campanha. Sucesso.
Feliz aniversário, Governadora Yeda Rorato Crusius! É o desejo dos reservistas da Brigada Militar que agradecem o presente que nossos filhos vão receber quando seus Pais forem contratados para trabalharem na frente das Escolas. O nosso muito obrigado em nome dos mais de hum mil reservistas voluntários da Brigada militar cadastrados que desde já, agradecem por esta frente de trabalho que honraremos com muito orgulho. Cordialmente, Cabo Bolina – Presidente do Movimento Pró-Efetivo/BM.