MUDANDO, EM BOA HORA, O SISTEMA PRISIONAL GAÚCHO
Abrir a máquina do estado à sociedade.
Para mim como pessoa pública, que sempre busquei separar o público do privado, é o meu conceito de transparência.
“Força Yeda” me diziam e dizem as pessoas que me encontram em todo lugar, mas principalmente no ano passado, 2009, quando a saraivada diária de pedras eletrônicas e palavras que como punhais me eram atiradas em meio aos “dossiês” das dezenas de coletivas transmitidas ao vivo, dos já sobejamente conhecidos detratores, não tão aloprados assim. Agentes permanentes de destruição.
Um parto por dia. Força Yeda.
Resistimos. Eu e dezenas dos mais próximos, centenas de conhecidos, e milhares de anônimos que sentiam que era preciso parir trabalho, resultado, transformação, corrente de fé, com a paciência dos que constroem para o bem público. Todos os dias a dor do parto, e pós ela, a benção da vida.
Preparamos nós do Governo Estadual, dia após dia, desde o primeiro dia, uma transformação no setor mais difícil do governar: o sistema prisional. Idade média em serviços públicos. Escola de crime. Fonte básica de corrupção.
Responsabilidade exclusiva do Estado. Assumimos que governar é enfrentar essa questão, que tanto o ministro Gilmar Mendes do STF, que deixa o cargo dia 23 próximo, quanto o que o sucede, o ministro Cezar Peluso, consideram a grande vergonha nacional. Nós também.
Para enfrentar, o método. A decisão política de assumir nossas responsabilidades com a transparência de um governo de gestão. O sistema público, prisional ou qualquer outro, não pode ser o feudo da corporação que por ele diretamente deve responder. Ninguém, nem pessoa nem corporação, deve se sentir dona do que é público. O sistema tem que ser aberto à sociedade, seja para que ela se aproprie da realidade de sua vergonha, no caso do sistema prisional, seja para conhecê-la seja para participar de sua solução.
Foi assim em todas as áreas de governo que pudemos abrir, limitados apenas à capacidade de financiamento do PGQP – Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade, por convenio que assinamos logo ao início do nosso governo. Uma consultoria que ia a fundo em cada área de ação governamental, da Fazenda à Susepe. A máquina de governo se abriu. É público o que de natureza é público.
O Governo se abriu desde o primeiro dia à avaliação pública. O novo aí residia, e é natural que demorasse a ser entendido. O novo revoluciona sem armas. Para nosso governo, o Estado não deve ter donos. Daí o “milagre” do déficit zero – todos os contratos honrados. O do Portal Transparência RS – cada centavo de receita e despesa de todos os poderes disponíveis para a rede e, portanto, para o mundo, fim dos escândalos nas manchetes. O do Portal dos Estruturantes – quantos km de estradas, quantos hospitais e leitos, quantas escolas reformadas, quantas viaturas para cada secretaria, quanto para cada comunidade carente para seu apoderamento – ninguém é dono do Estado. O do Detran Público – carteira nacional de habilitação mais barata e com instrutores de carreira. O da Valorização do Servidor Público – subsídios para as carreiras da justiça, carreiras novas, como agente penitenciário e servidor da saúde, meritocracia onde pode avançar, significativos aumentos de salários, atrasados e novos; etc. etc. etc.
Tudo que me dizem serem sonhos de décadas. Feito.
Agora deve se abrir à sociedade o sistema penitenciário, comandado por um novo paradigma do nosso governo que alia respeito à lei, cumprimento da lei, prevenção à violência, participação das organizações que junto conosco podem trabalhar o projeto estruturante “Recomeçar”. Primeiro tivemos que criar as condições para isso: recursos próprios, carreiras estáveis, investimentos e modernização.
Não foi nem será nunca fácil dar transparência ao setor que, sendo responsabilidade do estado, recebe as pessoas no seu último degrau de socialização. Muitos não querem ver.
Se conseguimos articular, como um dos três poderes de estado, o sistema de pagamento de precatórios; organizar as finanças públicas fazendo com que cada poder aceite sua responsabilidade no déficit zero; organizar com eles o Transparência RS; é certo que naquilo que a sociedade mais deseja, que é segurança pública, possamos articular o déficit zero nas vagas prisionais, invertendo a tendência atual de abrir as celas para que apenados saiam antes de cumprir sua pena, e sim abrir os presídios para a participação de toda a sociedade interessada em construir, deixando de se envergonhar do que de vez em quando é mostrado a ela.
E os astros só podem estar conspirando a favor, ou Jung estava certo no seu “princípio da sincronicidade”, quando tudo de ontem para hoje, de O Globo com o STJ, a ZH com a série “Corrupção nas Cadeias”, Stefanelli apresentado as reportagens começadas há um ano e agora sendo publicadas como “parto auspicioso”, o CP com seu interesse no Novo Paradigma, nossa administração no presídio do Apanhador em Caxias, tudo parece se voltar para o problema do sistema prisional brasileiro. Isso na véspera programada de entregarmos as 1.000 vagas que estavam faltando no semiaberto, como sendo os primeiros resultados no Novo Paradigma do Governo Estadual nesse campo. Todos os olhos, ouvidos e corações voltados para isso então.

Governadora Yeda parabéns por mais esta conquista, as 1.000 vagas no semi aberto, com reformas e ampliações do sistema prisional, além das reformas e ampliações de tantas Escolas em todo o RS,um ganho de auto estima para à comunidade Escolar e segurança pública…
Arquiteta Leila
Yeda Reply:
abril 25th, 2010 at 16:32
Grata, Leila, pela mensagem, pois estamos mudando um sistema historicamente não-prioritário. Abraços.
Excelentíssima governadora Yeda Crusius,
Com o devido respeito e à título de colaboração, apresento-lhe alguns argumentos.
O Novo Paradigma é realmente necessário, pois a SUSEPE é falha no quesito gestão. Porém, entendo que os meios para atingir essa nova maneira de gerir o sistema penitenciário gaúcho estão equivocados. A Brigada Militar não entende de administração penitenciária. O trabalho que realizam no Presídio Central de Porto Alegre e na Penitenciária Estadual do Jacuí é apenas de contensão, nada mais. E esses dois estabelecimentos são os dois piores do Estado!
O que seria preciso fazer, e este governo teria todo o apoio da categoria, é profissionalizar melhor o quadro dos servidores penitenciários, valorizando os que realmente são bons, honestos, experientes e competentes, dando um choque de gestão. Em todos os governos – uns mais, outros menos – o que tem valido na SUSEPE é o famoso QI no momento designarem servidores para as chefias. Assim, o critério competência e honestidade fica em um segundo plano. E isto está acontecendo hoje no órgão central. Repito: há vários servidores penitenciários concursados em condições de assumir a gestão penitenciária. A grande maioria dos que hoje estão nas chefias principais do órgão não possuem credenciais para tanto. Assim, a gestão do sistema prisional gaúcho só pode ser um caos, certo?
Pense melhor, governadora, ainda há tempo para dar a guinada no sentido de colocar a Superintendência dos Serviços Penitenciários no rumo certo, sem a participação da BM.
Yeda Reply:
abril 25th, 2010 at 16:32
Cara Neida, continue acompanhando o Novo Paradigma, que é feito de muitas ações, várias fases já completadas, outras ainda a completar: fazer concurso, contratar e treinar os agentes, fazer aprovar a carreira de agente com salários que valorizam a profissão (2009 e 2010), equipar, reformar todas e construir novas casas prisionais, ampliar a ressocialização através do trabalho dos presos, criar as 10 mil vagas que a força-tarefa (da qual participam todos os poderes e mais a sociedade interessada e organizada nesse setor) calculou serem necessárias em todos os regimes. As dificuldades para isso são as maiores de todo o sistema governamental. Comunidades e prefeituras se recusam a permitir as construções para os presos da localidade, então muitos se concentram em poucos presídios, em péssimas e históricamente péssimas condições. Tinha que mudar, está mudando. Estamos construindo sim as vagas que faltam. Só nesta semana 1050 vagas de semiaberto, como prometido para fevereiro e adiado por ações de embargo locais, e treinados os novos agentes para esse novo modelo.
O papel da BM não é tomar conta dos presídios, nem mesmo o Central que é onde a Justiça coloca apenados de todos os cantos do estado. O faz porque o sistema não se preparou para mudar. O papel da BM é sim atuar onde há perturbação da ordem, é dar os cursos da BM, que são reconhecidos em todo o Brasil, em todas as áreas. Acompanhar o novo sistema, com novo e digno regime de trabalho, salários mais altos, etc. A instituição BM tem uma escola e uma história de orgulhar, e é isso que queremos para todas as carreiras. Temos obtido sucesso em quase todas, e quero que também possamos deixar de ser avaliados tão negativamente nessa área prisional.
Então vamos seguir no projeto, aprovado e requerido pela população, de dar condições mais dignas a servidores e aos apenados, com a participação social.
Confesso que sentia uma antipatia gratuita pela governadora. A sua atuação, no Executivo gaúcho, porém, modificou completamemte aquela impressão. Meus parabéns pelo seu desempenho e força.
Yeda Reply:
abril 25th, 2010 at 16:31
Grata, Aldo Renato, pela mensagem. é bom saber que um bom sentimento gerado pelo acompanhamento do meu governo deixou para trás qualquer sensação ruim que você tivesse de uma imagem. Abraços.
Se o Estado está:
- Pagando os funcionários e fornecedores em dia.
- Pagando precatórios.
- Proporcionando aumento de salário aos funcionários públicos.
- Atraindo investimentos para que haja aumento de empregos.
- Cuidando do restabelecimento de prisioneiros.
O que mais podemos querer? Continue governadora e equipe! Tem muita gente sabendo do trabalho de vocês e, se depender da gente, muito mais pessoas saberão.
Yeda Reply:
abril 25th, 2010 at 16:30
Querido Cleomar, multiplicar a informação é realmente o que pode levar a que mais pessoas saibam o quanto temos feito para todos no nosso estado. Abraços.
Prezada Governadora,
o Rio Grande do Sul está no caminho certo, o Estados está sendo reestruturado, muitas ações importantes foram executadas pelo seu governo. O importante agora é dar continuidade, sou filiado ao PP, quero muito que Partido Progressista apoia a sua candidatura, é o melhor caminho.
Yeda Reply:
abril 25th, 2010 at 16:26
Estamos na torcida para, o mais rápido possível, podermos terminar as negociações e possamos caminhar juntos agora numa campanha eleitoral desde o seu início. Abraços.
Sra. Governadora,
admiro sua coragem, tenho Vossa Excelência como um exemplo de vida, um exemplo de política e de mulher. És o símbolo da força da mulher gaúcha! Tenho 15 anos, farei 16 em maio, portanto estou apto para votar e meu primeiro voto será seu, com muito orgulho. Tenho como sonho, conhece-la e farei uma promessa que será cumprida caso venha a se reeleger. A promessa consiste em lhe agradecer por tudo de bom que fez pelo nosso Rio Grande.
Abraços do seu fã número 1.
David Kelling, Cachoeira do Sul, Rio Grande do sul.
Yeda Reply:
abril 25th, 2010 at 16:21
Querido David, fico muito feliz de ser a tua escolha para o primeiro voto, o que aumenta meu entusiasmo pelo desafio de poder, como governadora, motivar os jovens para a política. Um abraço e siga participando sempre!
Yeda
Exc.Sra Yeda parabéns pelo seu governo,graças aos seus ajustes vivemos novos tempos no funcionalismo do Estado parabéns
Yeda Reply:
junho 16th, 2010 at 11:38
Sim, são novos tempos, apontando para melhor sempre.
Obrigada por olhar pela susepe nos todos nos procupamos com falta de agentes nos presidios, deu no site da amapergs agora dia 02 ou 03 a senhora assinara o chamamento de novos agentes penitenciario.