O DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Comemoramos mais uma vez as conquistas femininas, como todos os anos, no dia 8 de março. A cada pouco um avanço, como o voto no século passado, as políticas de saúde e proteção da gestante e da primeira infância, as delegacias para a mulher, as leis para promover uma igualdade que nem a natureza e nem a sociedade nos fornecem como princípio.

E mais uma vez registramos as estatísticas referentes à profunda desigualdade que recai de modo concentrado sobre as mulheres, sobre as crianças, na forma de carga pesada da violência do mundo de hoje. Alguns países mais, outros menos.

A Coordenadoria da Mulher do Governo Estadual é responsável pelo programa Cidade Amiga da Mulher, pelo qual as prefeituras conveniadas firmam compromisso com várias metas, e recebem os incentivos do Governo do Estado para promover políticas específicas de promoção das mulheres e prevenção da violência.

Logo pela manhã, na Casa do Gaúcho, depois da tradicional cavalgada das Anitas, evento conjunto da Coordenadoria e IAG em homenagem aos 18 anos do Instituto Anita Garibaldi, e livro da Elma Sant’Ana contando a história destes 18 anos do Instituto. Homenagens e reinvidicações, com a marca do MTG na valorização da mulher guerreira.

No almoço, na Sociedade Gondoleiros, homenagem do Departamento Feminino a Zilda Arns, primeiro 8 de março sem ela, e a esta governadora. Com que eficiência e alegria ela criou e levou ao mundo um método de redução da mortalidade infantil pelo incentivo e presença todos os meses de voluntárias nas casas das gestantes/bebês. Queremos este ano isto: ela encontrou no início da Pastoral da Criança um Brasil com uma taxa de mortalidade de 87/1000, e nos deixou quando é 29/1000. Queremos no RS que se reduza dos atuais 11/1000 para uma taxa de país desenvolvido, de menos de 10/1000. Homenageá-la é fazer isso: incentivar as equipes de visitação do PIM e dos Agentes Comunitários a alcançar esta meta em 2010.

Durante todo o dia, e pude ir pela tarde a Passa Sete, um evento que mostra o que faz a diferença na nossa organização do campo, a força do trabalho e da organização da mulher trabalhadora rural.

Pelo 18° ano consecutivo, celebra-se o Dia Internacional da Mulher com encontro da Emater-Ascar em parceria com os 9 municípios da região, reunindo 4 mil trabalhadoras rurais, mais suas famílias e lideranças estaduais sindicais, educacionais, e políticas. Palestras, troca de experiências, convívio, reivindicações, a Carta de Passa Sete. Ali ao lado, outro evento regional com mais 4 mil trabalhadoras rurais, o mesmo se repetindo em todo o estado.

Então é, como sempre, a diferença: um movimento pela construção dos avanços pela organização do trabalho e pela celebração da vida. Nada de invasões e de destruição, e sim um dia de trabalho especial, com pauta de avanços que ainda precisamos construir, sem retrocessos. Parabéns!

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