Archive for maio, 2010
Colhendo os frutos do ajuste fiscal
Desde o início deste governo, vínhamos afirmando que o ajuste fiscal é um importante pilar para as trajetórias de crescimento econômico e era preciso esperar o ajustamento das contas públicas para realizar ações de incentivo ao crescimento econômico sustentável. Com convicção, dizíamos que a melhor forma de atrair mais investimentos era reafirmarmos nossas verdadeiras vantagens competitivas (a qualidade da mão de obra e a capacidade de pesquisa e inovação) e melhorarmos naquilo em que ficamos para trás, fazendo o ajuste fiscal.
Com essa determinação e visão estratégica, vencendo as desconfianças inerentes ao processo de mudança da gestão pública, colocamos as contas estaduais em ordem, estamos ampliando os investimentos em 2010 e aproveitando o incremento de arrecadação para impulsionar a economia gaúcha.
Sem abrir mão da lógica da responsabilidade fiscal, estamos agora incentivando o desenvolvimento industrial nos limites de espaço de atuação do governo estadual. Estamos adotando medidas de incentivo ao setor metalmecânico, beneficiando mais de 1,6 mil contribuintes e realizando uma desoneração fiscal em torno de R$ 100 milhões/ano quando os benefícios estiverem integralizados.
Também estamos ampliando o prazo para o recolhimento do ICMS pago por substituição tributária nas vendas internas, que irá beneficiar cerca de 2,3 mil empresas do setor industrial com mais capital de giro. A data passa do dia 9 para o dia 23 do segundo mês subsequente ao que a operação foi realizada, ampliando o prazo de recolhimento em mais duas semanas.
Cabe lembrar, ainda, que em março deste ano anunciamos um programa especial para auxiliar as empresas a quitarem suas dívidas tributárias. O Ajustar RS prevê descontos de 60% nos juros e correção e de até 50% no valor da multa para que os contribuintes do Estado possam regularizar sua situação.
Ao promovermos o equilíbrio das contas públicas, criamos um ambiente institucional favorável ao desenvolvimento local, que permitirá aumentar a competitividade de nossa economia, gerando emprego e renda e incrementando a arrecadação estadual. Tudo isso foi possível porque o governo fez o seu dever de casa e, pode, agora, colher os frutos do profundo ajuste fiscal realizado.
A PLACA DE CHARRUA. MUITO OBRIGADA.
Quero agradecer a recepção que tive na visita à ExpoCharrua e 2ª Suinofest no último sábado.
Lá, com muita alegria, autorizei a execução e o reinício das obras de terraplanagem e drenagem da ERS-475, entre
Charrua e Getúlio Vargas. Minha enorme satisfação em levar boas notícias que são esperadas há pelo menos 30 anos pela população.
Senhora Governadora Yeda Crusius, um simples obrigado é pouco diante do que a Senhora lutou e está lutando por nosso Estado, por nosso município de Charrua principalmente com o projeto de ligação asfaltica ao município de Getúlio Vargas, que irá possibilitar melhor deslocamento aos universitários que se dirigem as universidades de Erechim, Getúlio Vargas e Passo Fundo.
Para nós que percorremos este trajeto todos os dias, já se percebem as diferenças que este projeto irá proporcionar em nossas vidas, se tornando mais uma motivação de continuar nossos estudos com mais força e animo.
Eu, Edelvan José Girardi, presidente da Associação dos Universitários Charruenses, (AUCS), e em nome dos sócios, quero lhe entregar uma pequena homenagem e desde já agradecer a Senhora pelo o que está fazendo ao nosso município de Charrua, mas em especial por nós, os estudantes charruenses.
Muito obrigado
Associação dos Universitários Charruenses
CLEO E RUBEM
Minha amiga Cleonice, da turma do vôlei que vai muito além do vôlei, sorri sempre de modo especial. Filhos criados, e muito bem criados, a casa onde durante anos muito churrasco, karaokê, e reuniões para preparar alguma ação ou movimento fizemos depois do jogo, tinha sempre a mãe de Cleo e o anfitrião Rubem a nos esperar. Muito alto, brincalhão, voz forte, ligado ao mercado financeiro e aos movimentos de solidariedade Bem ao estilo ACM – Associação Cristã de Moços, onde praticávamos além do vôlei a sabedoria de conviver e educar, ali no centro, na Ponte de Pedra onde Bento Gonçalves avançou em cavalaria sobre Porto Alegre a partir de Guaíba no dia do início da Revolução Farroupilha em 20 de setembro de 1835.
Do meu gabinete no 21° andar do CAFF – Centro Administrativo do Estado, sempre chego à janela e olho ali embaixo, na ACM, o vaivém dos grupos de crianças e jovens a praticar com algazarra seu esporte. Ontem foi assim, olhando a ACM em meio à garoa, lá do 21°, que me lembrei de Cleo e Rubem. Havia recebido Cleo e o grupo da Associação Brasileira de Alzheimer, sessão RS, na tarde dedicada a receber os grupos no CAFF, até que no Piratini terminemos o processo de sua restauração. No nosso estado da maior longevidade do país, essa doença tem estatísticas altas, pois é doença que se manifesta mais tarde na vida. Temos que não apenas entendê-la, em meio a famílias entristecidas acompanhando o seu avançar, com o isolamento cada vez maior da pessoa amada, a impotência de quem ama e só pode fazer isso: acompanhar.
Mas pode e deve fazer mais quando sabe mais da doença. Os relatos ajudam, e o pedido da Associação para destacar, para fins de política de saúde, essa doença do bloco das doenças mentais, faz todo o sentido.
Minha homenagem para o Dia das Mães é para Cleo, nossa artista do permanente sorriso largo, nossa companheira do vôlei, nossa estimuladora para as ações organizadas, nossa voluntária em grupos de oração, nossa acemista, mãe no dia criado pela ACM inglesa há tanto tempo, avó. E companheira do Rubem.
Beijo minha querida. Sei que falo em nome de tantas mulheres que cuidam dos seus porque sabem amar. Receba também um pouco do nosso, sempre, amor.
ALEGRETE
Desde muito cedo em meu governo quando algum colaborador próximo, seja assessor, seja secretário, me fazia uma pergunta que implicava em decisão que para mim dependia apenas dele, e somente dele, eu dizia “não me perguntes onde fica o Alegrete”. Frase do hino que todo o Rio Grande conhece, de uma beleza e um significado que apenas a poesia é capaz de expressar, ela inicia o Canto Alegretense, de Nico e Bagre Fagundes, uma jóia da canção gaúcha. A pessoa parava e tomava algum tempo para entender, e eu dizia “segue o rumo do teu próprio coração”, e então “aahh”, ponto.
Pois uma emoção grande me abrigou na cerimônia em que, na Câmara de Vereadores de Alegrete, na última sexta feira, em discurso que falava com a alma, e não com a escrita, o autor da proposição, que foi aprovada por unanimidade, e presidente da Câmara, vereador Celeni, companheiro das lutas pela saúde, falou do significado da homenagem tornando-me Cidadã Alegretense. Durante toda a minha caminhada de vida inteira por este Rio Grande, em cada passo dado fui acumulando crescente consciência do papel de cada um dos vultos maiores na construção da história e da cultura local, sua importância na história nacional e internacional. Oswaldo Aranha é apenas um desses vultos alegretenses.
Os que convivem mais de perto comigo, que me conhecem melhor, sabem bem de como sinto enriquecido esse caminho com esse título. Grata a toda a Câmara de Vereadores de Alegrete, dos que lá compareceram, pelo carinho da festa. Compartilho com todos essa homenagem, que tem para mim um valor incomensurável.
CANTO ALEGRETENSE
Composição: nico e bagre fagundesNão me perguntes onde fica o Alegrete
Segue o rumo do teu próprio coração
Cruzarás pela estrada algum ginete
E ouvirás toque de gaita e violão
Prá quem chega de Rosário ao fim da tarde
Ou quem vem de Uruguaiana de manhã
Tem o sol como uma brasa que ainda arde
Mergulhado no Rio Ibirapuitã
Ouve o canto gauchesco e brasileiro
Desta terra que eu amei desde guri
Flor de tuna, camoatim de mel campeiro
Pedra moura das quebradas do Inhanduy
E na hora derradeira que eu mereça
Ver o sol alegretense entardecer
Como os potros vou virar minha cabeça
Para os pagos no momento de morrer
E nos olhos vou levar o encantamento
Desta terra que eu amei com devoção
Cada verso que eu componho é um pagamento
De uma dívida de amor e gratidão


