Archive for fevereiro, 2010
ANÁLISE DE DISCURSO (2)
Para quem acompanha, como eu, os conteúdos dos jornais e das revistas semanais (mídia impressa) o jogo de separar as matérias da manchete que as apresenta é fascinante.
O repórter, jornalista, articulista, sabe disso muito bem. A razão editorial faz a manchete, a qualidade de seu trabalho a matéria. Na política então, é jogo muitas vezes de contradições, peças que muitas vezes não se encaixam nem de longe.
Pois hoje é na IstoÉ com Brasil: O Jogo de Faz de Conta. Conheço o trabalho de qualidade da Adriana Nicacio, que assina a matéria. Conversamos algumas vezes, principalmente para conteúdos para a IstoÉ Dinheiro. Na matéria da revista desta semana o conteúdo é o da disputa acirradíssima para formar a coligação para a campanha presidencial.
Todos querem o PMDB, claro. Os palanques estaduais são importantíssimos. Até o Presidente Lula já avisou que não vai a estados com dois palanques para sua candidata. Pois aqui, PSDB e PMDB sempre são parceiros. No primeiro turno (fomos por duas vezes vice-governadores, de Antonio Brito e de Germano Rigotto) ou no segundo turno (contamos com o seu apoio para minha eleição em 2006). Participamos dos governos do PMDB, e o PMDB do nosso. Em 2002, mesmo estando à frente nas pesquisas quando meu nome era colocado para governadora, conversei com o candidato Serra e sem problemas cedi cedo o lugar a Rigoto, e fizemos a aliança sendo vice. Na paz. Vencemos, como vencemos depois em 2006, PSDB na cabeça. Hoje não é esse o caso.
Chega de lembranças, agora ao discurso. Não da matéria, que é muito boa. E sim o discurso da manchete e de seu subtítulo “Yeda finge superar desgaste”.
Estamos mesmo nesta fase em que as cartas do jogo político vão sendo colocadas na mesa, conteúdo da matéria. Esse é o jogo, e não o de Faz de Conta. Esse não pega. O meu é o fazer as contas, mostrá-las, mesmo esses (muito bons) 12% citados de intenção de voto após o massacre das repetitivas denúncias de dois anos, 2008 e 2009, seguidos, todos os dias.
Mais quanto ao discurso da manchete, só para dialogar com os meus, que sabem muito bem disso: governar o Rio Grande do Sul é tarefa e tanto na política, e estamos encarando, jogando esse jogo do mundo real da política no estado em que não adianta tentar “fingir” nada para se obter algum resultado de aprovação. Pelo contrário. É encarar mesmo as coisas como elas se apresentam, se for negativo - e nunca se negou que foi como até pouco tempo, ou se for positivo – como tem sido em 2010. Pode ser que os últimos acordes de carnaval tenham inspirado o autor da manchete, porque me pergunto onde foram achar esse “atributo” para contrapor – jamais negar - ao evidente momento de reconhecimento crescente pelos resultados de governo vai entregando a cada dia. Samba ou marchinha, desafinou…
O PALÁCIO PIRATINI
Hoje, 6ª feira, pedimos que a imprensa nos acompanhasse na visitação às obras de restauração da ala oficial do Palácio Piratini. Não é apenas uma troca de piso atacado há décadas pelos cupins. É uma intervenção para restaurar, mas também modernizar o palácio para que os mais de 50 graus com que os convidados, hoje, são chamados a sofrer em cerimônias nos salões Negrinho do Pastoreio, Alberto Pasqualini, possam ser recebidos a partir de um sistema de climatização que preserve totalmente a arquitetura do Piratini e seus riquíssimos painéis, e ajude a preservar o dia-a-dia de um palácio que trabalha e que cada vez mais deva ser aberto ao público.
É uma intervenção para permitir a troca do sistema elétrico e logístico, para comportar sistema de telefonia ou de computadores cujos fios não sejam uma teia anárquica visível, ou que não aguente a carga do moderno que o elétrico exige cada vez mais.
Desde o primeiro dia pedi que fosse aberto o Piratini mais para além dos salões e do Gabinete da Governadora. Nos jardins e no Galpão Crioulo fizemos dezenas de recepções e reuniões de trabalho desde então. Foi lá que começamos a executar o governo de gestão que tantos resultados tem podido oferecer a todo o Rio Grande.
Em 2007 abri o processo para fazer o projeto e obter as licenças para a execução das obras. Demora? Sim, mas agora que a Governadora e seu gabinete já têm o 21° andar do Caff para a parte executiva de seu dia-a-dia, então os 6 meses que a obra vai tomar não é período que atrapalhe nas tarefas rotineiras do GG – Gabinete da Governadora
A imprensa disse presente, e nós, gestores atuais do Piratini, agradecemos. Temos com essa obra a rara oportunidade de escrevermos mais um capítulo na valorização do Patrimônio Histórico gaúcho.
QUE FESTA!
O dia de abertura da Festa da Uva em Caxias do Sul amanheceu especial: temperatura amena, sem nuvens no céu, a cidade em festa, naquela espera quase elétrica de uma comunidade trabalhadora como Caxias do Sul, município há 120 anos, e como cidade há 100 anos. Tem diferença? Sim. Visitem a estação de trem montada pela prefeitura, em 3-D, e saberão por quê. Celebrando 135 anos de imigração italiana, que veio com seus instrumentos e suas famílias “fazer a América”, a 28ª Festa da Uva orgulha o Rio Grande, o Brasil, e é reconhecida mundialmente. Afinal, fomos agraciados com o reconhecimento dos avaliadores mundiais em 2007, como Região de Vinhedos, façanha para poucos no mundo. Qualidade, trabalho, determinação.
Parabéns aos organizadores, sob o comando do presidente Gerson e sua Gladis, à corte e suas embaixadoras, parabéns ao prefeito Sartori, aos 20 casais que levam a tarefa de organizar a festa e seu desfile “Nos trilhos da História, a Estação da Colheita”, à comunidade de Caxias do Sul.
Cresceu muito a festa. A abertura, com direito a moeda para colecionadores em homenagem à 28ª festa, alegre, tudo muito alegre. A Orquestra Municipal de Caxias e o coral, os artistas e a música tema, tudo muito vibrante. Quando as bandeiras caíram pelo vento, parei meu discurso, pois não se fala em solenidade oficial com bandeiras caídas. Logo levantaram, e a festa cresceu. A hospitalidade do povo encantou tantos quantos de toda parte do Brasil estiveram no dia da abertura.
E o desfile, emocionante, feito pela comunidade, história, valores, de uma gente brava. Durante o desfile, farta distribuição das melhores e mais geladinhas uvas para um público enorme e vibrante. Sempre a alegria contagiante de quem celebra o trabalho.
Viva a uva, viva o vinho, viva a Festa da Uva, viva Caxias do Sul!
Uma História Única
Em carta pública “aos amigos”, às vésperas de pedir licença do cargo de Governador, José Roberto Arruda lista alguns dos processos históricos ligados a acusações de corrupção no Brasil, como o impeachment em 1992 do então Presidente Collor, os processos ligados ao “mensalão” que atingiu o governo Lula do PT em 2005, e os escândalos que abalaram o governo de Yeda Crusius no Rio Grande do Sul em 2008 e 2009.
Não há paralelo entre eles, no que tange ao fato que os originou (denúncia) e nos seus desfechos. Destaca-se o papel que os veículos de comunicação tiveram dando acesso crescente em tempo real a todas as etapas de seus desenvolvimentos. E, mais recentemente, ao método que expõe através da explosão midiática as operações da Polícia Federal para o deflagrar do escândalo escolhido.
No caso do Rio Grande do Sul, mal empossada, no primeiro ano de governo, me vi enfrentando uma cpi de primeira hora sobre o Departamento de Estradas de Rodagem (Daer), seguida da deflagração de operação da Polícia Federal envolvendo a Universidade de Santa Maria e seus contratos, como os do Detran estadual há anos, e o que mais veio em sequência de enredo único.
Como tenho dito, a história escreverá sobre esse período. Em cada momento do período que ela analisará vivi o “momento presente”. A sequência de denúncias falsas, repetidas sempre pela mesma articulação de origem, providencialmente divulgadas em coletivas de imprensa midiáticas, inclusive aquela chamada por seis promotores do Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul em agosto de 2009, resultou em mais duas cpis e um processo de impeachment, posto a andar por decisão de um homem só, o presidente da Assembléia Legislativa, do PT.
Abri todas as informações, respondi ao que me foi solicitado, não interferi nos processos, em nenhum eles. Dois anos de um governo de resultados, desenvolvidos a um custo pessoal altíssimo, compartilhado com toda uma sociedade que participa, opina, e com conjunto de instituições reconhecidamente responsáveis.
Nesta fase (espero de amadurecimento da democracia e de suas instituições), ando cumprindo meu papel de ativista. Resisti, como hoje é reconhecido, sabendo que fazer política na fase atual é um jogo (como no esporte) bastante radical. Alguns dos principais processos foram até o seu final, todos com conclusões, derivadas de investigações livres, que me inocentam das acusações que lhes deram origem. Sempre as mesmas.
Por isso, afirmo que o que acontece com José Roberto Arruda é um caso que ao seu governo e ao Distrito Federal cabe responder, é de todo necessário que respondam, em nome de construirmos mais ferramentas e instrumentos de transparência que nos façam evoluir como povo e como sociedade democrática.
E para que não se repita a ladainha fácil de ser “tudo o mesmo”, peço a todos que procurem, e estou à disposição para ajudar nisso, todos os documentos e informações que os permita formar sua opinião, identificar suas semelhanças, e marcar as diferenças.
E viva a diferença!
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Para quem não teve medo do futuro, e sim participou ativamente de sua construção, veja-se Brasil hoje, comparar estatísticas do passado não assusta mesmo. O presidente Fernando Henrique foi definitivo, recolocando as coisas em seu devido lugar. Ninguém faz do Brasil o que ele é hoje em oito anos de governo. A estabilidade da economia, a maior distribuição de renda, a inclusão ao mercado consumidor, a inovação como motor, o movimento circular em que benefícios sociais demandam mais produção, com mais consumo, gerando mais impostos e riquezas, esse é um processo de gerações. Ao contrário do que disseram alguns, o caminho do PT não é o melhor. Porque quem soube formular o plano Real para a estabilidade, criar bolsa-renda para educação e serviços básicos, é que pode formular mais uma vez o novo, o melhor caminho para o futuro que nos espera. Sem medo.
ANÁLISE DE DISCURSO (1)
Não conheço Renata, a pessoa. Conheço a jornalista Renata Lo Prete que, como profissional, deve saber escrever. Deve saber o que é Análise de Discurso.
A jornalista não me conhece como pessoa, “a Yeda”, e sim a Governadora Yeda Crusius – ou a deputada, ou a economista, ou em alguma outra função pública dentre as tantas que já exerci ao longo da minha já longa vida.
Não sei se Renata é casada, se tem filhos, se tem fé ou religião, de que pratos mais gosta, que tipo de toalha usa, como sente. Nunca privamos, como se costuma dizer para indicar que se tem alguma intimidade como pessoas que somos.
Então ou foi um lapso ou é discurso pensado ter-se referido a mim na coluna de A Folha de S. Paulo como “a desgastada Yeda”. Repudio. O adjetivo casa sim muito bem com a imagem que foi sendo construída por ela, jornalista (ou pessoa, se é de caso pensado, e então só conhecendo as razões no campo psicológico de tanto e tão reafirmado ódio) e o jornal onde trabalha de modo implacável dia pós dia ao longo deste período em que exerço minha função de Governadora eleita do Estado do Rio Grande do Sul.
Cheguei a ir ao prédio da Folha de São Paulo para conversar com a equipe, levando documentos – material de base para jornalistas que opinam, explicando o que a justiça já havia concluído, e sempre a meu favor, em várias instâncias, sobre a fábrica de mentiras que havia se instalado aqui no Sul. Inútil. No dia seguinte, mais uma “denúncia” para esconder algum fato de porte como a duplicação da GM aqui no Estado enquanto fechava em todo o mundo, graças à situação muito nova de poder contratar porque temos equilíbrio fiscal para isso, tudo dentro de leis aprovadas pela Assembléia. Muitos foram esses casos. Deixo a algum pesquisador aferir quantos e como se deram.
Por todos o nosso período de Governo Estadual é reconhecido como um período em que as finanças públicas foram colocadas em ordem com determinação e transparência (www.transparencia.rs.gov.br). Claro, meu governo o fez ferindo interesses, os mesmos que geravam o déficit do estado por 37 anos consecutivos, contas atrasadas, contratos sem honrar. Esta situação cria os que recebem primeiro, os “amigos do rei” – os outros ficam na fila.
Período em que de modo inclemente as notícias boas foram sistematicamente cobertas por manchetes mortais a qualquer imagem pública, fruto de denúncias repetitivas sempre feitas por “entrevistas coletivas” transmitidas ao vivo com uma lógica midiática que a história vai saber analisar, pois que a história é feita de tempo e tempo diário que eu, como governadora, tenho que repartir entre responder e continuar gerando resultados para os que antes estavam na fila. Que digam os precatoristas. Ou os usuários dos serviços públicos que mostraram sentir para o bem esses resultados, conforme Pesquisa de Qualidade dos Serviços Públicos recentemente divulgada.
No mais, aceitando todas as críticas à Governadora, que se propõe à avaliação diária como é da minha ética (sim, pessoas de pouca fé, ela existe e me guia), a pessoa Yeda sente muito pela coluna. Os leitores e os eleitores merecem mais respeito.
Yeda Rorato Crusius
Governadora do Rio Grande do Sul
Rapidez na emergência, em menos de um mês, ações para recuperar a ponte
Ainda não saiu da lembrança a imagem do vazio sobre o rio Jacuí com a queda da ponte na RSC 287 que, infelizmente, causou a perda de vidas em 5 de janeiro. As vidas que se perderam não, mas os prejuízos materiais podem e estão sendo recuperados.
Agradeço a população que nos ajudou na indicação do que é prioritário. Embora não se construa uma ponte nova de um dia para o outro, esperamos que neste ano já possa ser entregue. A nova ponte será bem maior, com tecnologia e material diferenciados.
O governo tem procurado dar pronta resposta, assim como fez a defesa civil. Agora em fevereiro, menos de 30 dias desde as enchentes, já encaminhamos as soluções para Agudo e região. Em breve a travessia será feita com balsa no período em que a ponte vai sendo construída, é um desvio, solução provisória e importante auxilio para o deslocamento na região da produção.
Decretei significativo aumento para o orçamento do Daer, emergência para dar solução escolhendo a empresa para que possamos recuperar desde já o que foi avariado, reestruturar a malha rodoviária que foi prejudicada e principalmente, fazer as obras necessárias de prevenção.
O calor histórico está aí evidenciando ainda mais as mudanças climáticas, e é preciso na reconstrução fazer mais forte, adequadas à realidade destas mudanças. O vazio sobre o Jacuí será substituído por ponte nova, e a normalidade para a região vai sendo restaurada aos poucos. Parabéns à SEINFRA e ao Daer pela rápida resposta.
POSSE NO TJ-RS
Quero ressaltar aqui as palavras do Desembargador Arminio José Abreu Lima da Rosa na transmissão da presidência do Tribunal de Justiça do RS ao Desembargador Leo Lima. Palavras que muito me orgulham. Vindas de um homem da cultura dele, valem infinitas vezes mais.

…” Propôs-se relacionamento harmonioso e construtivo entre os Poderes, respeitada a natural independência e defesa de interesses indeclináveis.
Creio poder dizer que se foi além de toda e qualquer expectativa.
Especialmente com o Poder Executivo, com quem se tinha um quadro do oposto de como deveria ser a relação entre Poderes que, afinal, não existem por si e para si, mas para a sociedade, que não pode ficar esquecida e, mais, assustada ao ver um estéril jogo de forças, de resultado negativo óbvio.
Nestes dois anos, Judiciário e Executivo atuaram solidária e positivamente em temas da maior relevância para o Estado.
Foi esta compreensão e ação conjunta que permitiu retomar-se o pagamento de precatórios, com a criação de central de conciliação, cujo êxito ninguém mais pode contestar.
Também na questão orçamentária propiciou-se que nestes dois anos, ao que antes sempre foi fonte de celeumas e graves inquietações, fosse resolvido superiormente, serenamente, como se estivesse diante de singelíssima rotina administrativa, passando pela definição de valores até a decisiva contribuição do Poder Judiciário para o equilíbrio fiscal do Estado do Rio Grande do Sul, não faltando a entrega conjunta da Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Simbolismo este refletido na presença da Senhora Governadora do Estado no Tribunal de Justiça, em várias oportunidades, para chancelar leis ou atos de interesse do Poder Judiciário.
A culminar – creio nunca ter havido algo similar, tirante inaugurações de prédios – a participação da Senhora Governadora do Estado em ato no foro, o Foro Central, lá onde está a verdadeira presença do povo e da Justiça, para, em conjunto com o Executivo e o Ministério Público, iniciar no Judiciário Estadual a prática de audiências por videoconferência.”…
Para ler o discurso completo clique aqui:DISCURSO DE TRANSMISSÃO DA PRESIDÊNCIA

