Archive for janeiro, 2010

POSSE NA ASSEMBLÉIA NESTE SÁBADO

Venho da solenidade de posse da nova mesa da Assembléia. Entra o Dep. Giovanni Cherini, PDT, cooperativista, trabalhador do campo, o que é campeão de projetos de lei com alto índice de sucesso. E da paz. Em pleno sábado de muito sol de verão, plenário cheio. E uma grande mudança, saudável mudança.

Quero ressaltar alguns pontos do seu discurso. Como pessoa da paz, seguidor de Mahatma Gandhi, citou importante frase do pacifista: “Se deseja realmente progredir, não repita a história. Escreva uma nova história.” [

A dele como presidente da Assembléia realmente deverá ser, pois propugnou pela harmonia entre os poderes, quando o a quem ele sucede (do PT), em decisão monocrática, deu andamento a pedido de sindicatos radicais a um processo de impeachment sem que nenhum indício – quanto mais prova, justificasse tal agressão a uma governadora, e exposição pública para o Brasil que muito mal fez a nosso  Estado.

O novo presidente falou da importância de seu pai agricultor na sua formação e no apoio a seus sonhos de ser político para fazer o bem. A todos emocionou pois mostrou que, vindo de uma origem trabalhadora, teve nas frases de seu pai um guia para a sua vida.

Com detalhes, expôs a sua decisão, tomada quando ficou 18 dias num banco de hospital acompanhando a doença grave de sua mãe, de montar casa para albergar parentes de doentes que, presos a um hospital, podiam ter a presença próxima dos seus. Cassado, e depois anistiado, agradeceu ao Dr. Alckmin pelo trabalho de defesa junto aos tribunais superiores.

A transcrição de seu discurso - disse que gostaria de falar como Brizola, mas falou apenas 55 minutos, e não as horas com que Brizola brindava as pessoas na praça com seus discursos como governador – mostrará que foi uma manhã de sábado de sol do verão 2010 solene que valeu a pena.

Felicidades, novo Presidente!

Ouvir a população faz bem à saúde, educação, segurança…

VALE A PENA: DECISÃO POLÍTICA POR UM GOVERNO DE RESULTADOS

A pesquisa de avaliação da qualidade dos serviços públicos feita anualmente em  todo o estado, que divulgamos hoje, mostra o acerto da decisão política de governar mirando os resultados que o uso do dinheiro público feito com transparência e responsabilidade permite.

O ajuste das contas públicas, através do que pagamos todas as contas e investimos no que importa à população, tenta ser minimizado no seu objetivo, que é fornecer serviços públicos de qualidade. A pesquisa hoje apresentada, como manda a lei, desmente as “análises” que fazem os que criticam o déficit zero ou porque não entendem “o milagre”, conforme alguns, ou porque tem que ser negado por quem faz oposição pela oposição.

O déficit zero conta com uma “torcida contra”, talvez incomodados por uma gestão que tem na sua essência a capacidade de resolver problemas históricos, que eles quando governo não souberam resolver, ou não quiseram. O défict zero como meta e planejamento diário traz como resultado, mostra a pesquisa, a percepção da sociedade gaúcha na melhoria das áreas mais sensíveis: educação, saúde, segurança e infraestrutura. Enquandt se registrou déficit todos os anos, o governo não pagava suas contas, e os investimentos que chegaram perto de ZERO. Como investir se a cada mês os governos tiravam de onde fosse, do caixa único (receitas de outros que não da arrecadação de impostos) até avançar no imposto do futuro ou empréstimos da União, para pagar a folha de salários?

É claro que nem todos que criticam torcem contra. Na verdade, a cada dia sou perguntada sobre “qual foi o milagre”. Como é que em dois anos de governo não se precisou pedir dinheiro emprestado para pagar o décimo terceiro dos servidores, ao mesmo tempo em que  pagava todas as contas, inclusive aumentos salariais que adicionaram mais 1 bilhão de reais na conta dos salários dos servidores? Milagre? Em finanças, milagres não existem. Dinheiro não dá em árvore nem cai do céu por descuido.

Segredo? Também não. Foi a decisão determinada e persistente de pagar as dívidas antigas, recuperar a confiança no Estado, e ir diariamente aplicando a cultura de só colocar dinheiro bom (impostos) em despesas boas (serviços públicos de qualidade). Gestão. É uma cultura ainda nova no setor público, mas as empresas, hospitais e as escolas privadas sabem que é preciso reduzir custos dispensáveis para colocar dinheiro na finalidade que buscam, ou não sobrevivem.

Todos sabemos que não é possível consertar tudo de uma vez, que há contas estruturais, como previdência e vinculações, que precisam ser reequacionadas. É preciso para isso reformar a estrutura de impostos (matriz de impostos) e a previdência, aumentando e não retirando direitos, mas fazendo com que os muitos não paguem para os poucos de altos salários e pequena contribuição.

Pois já reequacionamos um dos maiores problemas do Estado, a imensa dívida pública estadual acumulada por 37 anos de déficit que foi financiado ano após ano com empréstimos que já não conseguíamos pagar, e já não conseguíamos sequer renovar. Foi graças à reconquista da confiança de que o Rio Grande do Sul poderia pagar suas contas em dia investindo, déficit zero, que assinamos empréstimo pioneiro do Banco Mundial, de R$ 1,1 bilhão de dólares, em 2008, transformamos pagamentos que teríamos que fazer em 1, 2 ou 5 anos, em pagamentos da dívida a juros mais baixos por 30 anos. Mudança estrutural, dura 30 anos!

Outro fator importante merece destaque nesta virada: a transparência. É um dos pilares da nossa gestão. A partir dela fomos mudando para melhor a convivência política – embora a reação tenha sido selvagem por parte de uma oposição sem limites. Cada linha do orçamento é discutida, para podermos dar segurança aos prefeitos que sabem com o que podem contar; aos fornecedores que sabem que recebem em dia (em 2006 eram pouco menos de mil e hoje já temos mais de 12 mil fornecedores); aos investidores que estão chegando e gerando empregos porque sabem que, além da qualificada força de trabalho do povo gaúcho, aqui existe um governo que cumpre seus contratos e a lei; a toda a sociedade que, além de afirmar que os serviços públicos melhoraram de qualidade no nosso governo, podem acessar pela internet no portal de transparência tem acesso a cada centavo aplicado pelo governo.

Nunca coloquei em dúvida o projeto, apenas sabia que tomaria tempo para afirmar que a luta vale a pena quando o resultado aparece. Quando escolhi que iria me candidatar a governadora sabia o tamanho do desafio.

Conhecia o tamanho do desafio e a natureza da oposição radical que enfrentaria.

Foram quase 4 décadas de desequilíbrio, mas, com vontade política e gestão eficiente, as mudanças já mostram um presente melhor para os que usam os serviços públicos. O que era futuro no discurso já chegou, já é presente, é o Rio Grande das contas em dia que fecha com sucesso mais um ano de déficit zero, um estado que não permite retrocessos.  Pois os gaúchos e gaúchas afirmam que estão usufruindo de serviços públicos que melhoram a cada dia a dia. E isso quem diz não é o governo, são os usuários, os cidadãos e cidadãs do Rio Grande do Sul. Que bom.

Em cada manifestação de um prefeito a certeza de que a parceria está fazendo bem ao Rio Grande, e está cada vez mais sólida. Cidades fortes, estado forte.

…” eu queria resgatar e agradecer a senhora pelas oportunidades e referências em relação à nossa cidade. Enão só pelo fato de ser a nossa cidade, mas pelo o trabalho que a senhora tem empreendido em relação aos municípios. Nunca, e eu já fui
vice em dois mandatos, sou prefeito a dois, já estou há 16 anos nessa
correria, e nunca tivemos o tratamento que estamos tendo como
município…”

Prefeito de Pinhal: Jorge Fonseca

“…governador nenhum botou 30% do que a senhora botou lá para mim…”

Prefeito em exercício de Três Forquilhas: Leôncio Teixeira

“…estou satisfeitíssimo com tudo que vem acontecendo no Rio Grande…”

Prefeito de Caraá: Nei Pereira dos Santos

“…agora vejo que a senhora me paga o orçamento de 2002, 2003, 2004. Eu queria lhe parabenizar em reconhecimento a tudo que está sendo feito pelo Rio Grande. Espero que as pessoas reconheçam uma mulher que fez.
Antes se colocava dinheiro bom em cima de sucata. Hoje eu vejo que está tudo
novo, Brigada Militar, Polícia Civil, CEEE, Corsan.
Hoje os prefeitos têm projeto e o governo tem condições de atender, o projeto é aprovado. Esse aval é de 100% dos prefeitos do Rio Grande. Daqueles prefeitos que passaram por outros governos. O Rio Grande devia, estava enterrado, funcionário público não tinha esperança de receber no final do mês. Aqui nós também estamos pagando antecipado, paguei o décimo terceiro em setembro, mas só consegui fazer isso porque o Estado está me dando condições de trabalhar…”

Prefeito de Imbé: Darcy Luciano Dias

A VOCAÇÃO DO ESTADO

Hoje é dia de vestibular da UERGS, que vai assumindo com o Reitor Callegaro a sua feição de aproveitamento da vocação regional para a qualidade. Embora tenhamos perdido posições no ensino fundamental e técnico ao longo dos anos, não estamos deixando de apostar na vocação do estado para o empreendedorismo, o associativismo, a pesquisa e a aplicação de seus resultados em inovação.
A rede de universidades no Rio Grande do Sul dialoga. Há foruns de reitores e pró-reitores, as universidades comunitárias são consideradas as melhores do país, os centros tecnológicos são os primeiros também no país em qualidade, e a UERGS foca para todos os campos do conhecimento que fortaleçam ciência e tecnologia, e criem oportunidades para nosso jovens em suas carreiras. A Unisinos e seu Centro Tecnológico acaba de ser escolhida para abrigar a primeira fábrica de semicondutores do país. Parabéns!
Com toda uma vida profissional dedicada à universidade, na UFRGS e nos seus programas de extensão, pesquisa e pós-graduação, além da graduação, pela existência desse diálogo entre as universidade locais sempre tive segurança nessa qualidade construída ao longo de décadas. Agora, mais ainda, como governadora fico feliz com a atração que a rede universitária do estado exerce sobre investimentos de ponta, com a parceria do Governo.

Sucesso ao vestibular da UERGS!

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BIOENERGIA: AUTOSUFICIÊNCIA E AUTONOMIA

A força do empreendedorismo gaúcho se faz presente em um importante projeto: a Norobios. Os investimentos serão de mais de 300 milhões de reais, sendo que 70 milhões são exclusivos a escoar a produção. Em dois anos, a planta estará pronta.  Forma-se ai uma cadeia produtiva com a cara e a força do Rio Grande, que, como diz a música, onde tudo que se planta cresce… Agora, com a cana de açúcar. Com ela, etanol. Produtores rurais e investidores estão ajudando a escrever um importante capítulo da história de desenvolvimento do estado. Até há pouco, a cana de açúcar não era uma alternativa.  Hoje é, para produzir etanol e energia. Nós como governo estamos garantindo com a política de incentivo fiscal a viabilidade do setor de bioenergia, e por isso batalhamos pelo zoneamento agrícola que garantiu que 212 municípios pudessem plantar cana-de-açúcar, e quero destacar a participação do deputado Luis Carlos Heinze, da Embrapa, da Emater, dos produtores, dos jovens empreendedores que acreditaram e trabalharam anos para que isso pudesse acontecer, da Lei da inovação estadual, dos prefeitos da região, das câmaras de vereadores. Enfim, dos que acreditaram e trabalharam para essa grande inovação. Com a Norobios, o Rio Grande do Sul vira protagonista na produção de energia renovável.  Somente este empreendimento vai gerar mais de dois mil empregos diretos e indiretos, beneficiando toda a região de São Luiz Gonzaga. E em breve, todo o Estado usufruirá dos benefícios que a Norobios irá proporcionar, pois ela organizará os produtores que passarão a plantar cana de açúcar, gerando mais empregos e renda para toda a região. Vou postar aqui para vocês as palavras do Pedro que faz parte do Clube dos Amigos da Terra. Quero mandar aqui um grande abraço a ele e a sua esposa, minha xará, Yeda.

Pedro Marques -  Amigos da Terra

Senhora governadora. Somos uma região estagnada pela má distribuição de chuvas, que afeta a produção de grãos, mas não afeta a produção de cana-de-açúcar. O clima que estamos vivendo, não é normal na região. Somos um grupo de produtores originados do grupo Amigos da Terra, de São Luiz Gonzaga, buscando alternativas e diversificação. Desde 2006 estamos na busca de reconhecimento sobre a cana-de-açúcar. Hoje temos uma alternativa tão almejada na região. Para nos assessorar, contratamos técnicos competentes. Vencemos uma batalha, quebramos um tabu que no RS não se produzia cana-de-açúcar, por causa da geada, do frio. Hoje nos orgulhamos por termos seis variedades de selecionadas que dão sustentação do projeto Norobios. Fepagro, Emater, Embrapa, tem sido parceiros incansáveis da nossa luta técnica. Hoje, em solo sãoluizence, estão sendo avaliados mais de 110 tipos de cana-de-açúcar. Estamos comprometidos com parte da matéria-prima para o projeto Norobios. Projeto este, que tem suas raízes em São Luiz Gonzaga. Sra. Governadora: na área agrícola já investimos R$ 3 milhões e 400 mil, selecionando mudas de cana, que ajudar na busca de dados da conquista do enquadramento do RS no zoneamento agrícola da cana-de-açúcar. Hoje, governadora, essas mudas estão distribuídas nas propriedades de 64 produtores rurais, para atender a demanda, o nosso compromisso, de 7 mil hectares de matéria-prima no projeto Norobios. Estão à espera do diretor da Norobios, ele será o nosso grande mestre que o grito de largada para o avanço dos canaviais. Temos consciência e humildade de que necessitamos de investidores fortes na área industrial. Assessorado pelo deputado Luiz Carlos Heinze, nosso guerreiro e padrinho – se assim nos permita esse carinho, deputado – em abril de 2007, entregamos o controle zonário para a Norobios, trazendo para o nosso projeto como parceiro de empresa de energia. Em julho de 2010, completaremos três anos do lançamento da pedra fundamental. Temos mais que o suficiente para a estruturação de uma empresa. De acordo com o presidente da Norobios, Sr. Carlos, em julho próximo começará a terraplanagem, com a conclusão do empreendimento em 2012. Parabéns presidente, isso é competência, isso é nosso ritmo. Chega de cortar mudas de cana para jogar fora. Estamos confiantes no respaldo, na competência, no resultado dos investidores que traz, por se comprometer mais na área industrial da Norobios de São Luiz Gonzaga. Queremos a cana-de-açúcar para representar e defender os interesses dos produtores da Norobios, buscando criar condições que viabilizem o produtor com projetos. Sra. Governadora, nossa admiração e reconhecimento por sua visão de futuro, de competência administrativa de nosso Estado. Esse incentivo fiscal concedido é de vital importância nesse projeto da Norobios, para que seja dito aos investidores. Ao retornar, Sra. Governadora, leve consigo a certeza dos produtores rurais de São Luiz Gonzaga estão fazendo a sua parte para o desenvolvimento do nosso investimento da região. E ainda mais: para que o RS busque a independência na bioenergia através da produção da cana-de-açúcar. Que Deus permita que em 2011, podemos contar com sua presença.

“Foi com profundo pesar que recebi a notícia do falecimento de Flávio Roberto Sabbadini, presidente da Fecomércio-RS, ocorrido na noite desta sexta-feira.

Sabbadini era sinônimo de ousadia e liderança. Foi um lutador atuante e incansável nas ações e pelos projetos necessários para construir um estado melhor. Foi liderança determinante na construção do Simples-RS.

O Rio Grande do Sul perde um empreendedor corajoso e de destaque nacional que sabia o valor de uma administração calcada na gestão e na construção democrática de suas ações.

Empresário e advogado, nasceu em Santa Maria, tinha 61 anos. Residia há 35 anos em Gravataí e há 27 anos atuava no sindicalismo.

Liderança articulação e parceria eram suas marcas e foi com estas que balizou seu legado a frente do Sistema Fecomércio-RS. Ao ser empossado para o terceiro mandato, em julho de 2007, defendeu a descentralização das atividades da Fecomércio-RS, para ampliar a presença nos 496 municípios gaúchos. Também sugeriu mudanças no modelo da previdência social, para torná-la mais justa, reduzindo o tratamento entre os servidores públicos e empregados da iniciativa privada.

Neste momento de perda, como governadora do Estado em nome do povo gaúcho, agradeço todo o seu empenho em favor de nosso Rio Grande do Sul e apresento minha solidariedade à família e aos muitos amigos que deixa.”

Yeda Crusius
Governadora do Rio Grande do Sul

SOLIDARIEDADE

O Haiti chama ações de solidariedade articuladas nesta hora de tragédia do porte do terremoto que atingiu o já tão castigado país levando milhares de vidas. O mundo se mobiliza para auxiliar.

A solidariedade em momentos como este é essencial.

Assim como tem sido nos recentes desastres em Angra dos Reis e aqui no Rio Grande. Lembro aqui o que fizemos em eventos como o desastre da TAM em 2007, quando mandamos para SP equipes de identificação (IGP), psicólogos, médicos e a nossa Defesa Civil, quando nos solidarizamos com a epidemia de dengue no Rio de Janeiro e enviamos um grande contingente de médicos para os hospitais de campanha e, em um momento mais recente, o grande desastre de Santa Catarina*, onde demos a nossa colaboração com a Defesa Civil, levando doações e materiais para atender desalojados e desabrigados.

Quero ao mesmo tempo informar que temos recebido mensagens** de apoio e solidariedade em relação aos desastres climáticos no Rio Grande. Agradeço as mensagens, doações e apoio recebido.

Santa Catarina

Tailândia

República de Cabo Verde


ZILDA ARNS

Hoje nos despedimos de Zilda Arns. Reproduzo aqui o que manifestei no dia da tragédia que vitimou a minha amiga Zilda e militares brasileiros que estavam em missão humanitária.

A perda de Zilda Arns é a perda de uma referência para todo o Brasil. Como coordenadora da Pastoral da Criança, com um método inovador ela foi responsável pela redução da mortalidade infantil especialmente nas regiões mais pobres através do atendimento das gestantes e acompanhamento do desenvolvimento do recém-nascido. Com este método, a Zilda Arns foi pioneira e nos deu referência para a criação do método de atendimento a populações mais pobres, especificamente na atenção à gestante e ao recém-nascido, em que se acompanha a gestação da mulher em sua casa, se acompanha o nascimento do bebê e seu desenvolvimento e após se avalia se o resultado é positivo. Com a humanidade, que é a marca registrada de Zilda Arns em toda a sua vida e em todo o seu trabalho, mudou o Brasil, sem dúvida, e mudou o mundo. Em conversas que tivemos, nas várias visitas que ela fez ao Rio Grande do Sul, mas antes disso, cada vez que ia a Brasília para motivar a todos de que o método da Pastoral da Criança era eficiente de humanização da gestante, da vida da primeira infância, ela nos dizia onde já tinha implantado o método da Pastoral da Criança pelo mundo. Não foi diferente no Haiti, onde este terremoto fez com que ela perdesse a vida.

Perdeu a vida com quem lhe auxiliava naquele momento, primeiro-tenente Bruno Ribeiro Mário, natural de São Gabriel, servindo no Exército de Santa Maria e que iria completar o seu primeiro ano servindo a missão de paz da ONU no Haiti. Então esta perda para o Brasil e a perda do primeiro-tenente aqui para o Rio Grande do Sul nos leva a esta manifestação. Junto com todo o Rio Grande, estamos em luto por Bruno Ribeiro Mário e pelos demais gaúchos falecidos no Haiti. Junto com todo o Brasil, estamos em luto por Zilda Arns.

SANEAMENTO É BÁSICO

Uma estatística sobre indicadores de desenvolvimento no nosso estado sempre me incomodou.

Como aceitar que o estado tinha um dos piores indicadores do Brasil, apenas 13,6% de acesso a esgoto tratado?

Como governo, decidimos que a meta era dobrar em 4 anos o que a Corsan havia podido fazer em 40, era possível.

Vistoriando na sexta feira as obras de coleta e estação de tratamento para Viamão-Alvorada, e Sapucaia-Esteio, com alegria constatei que podemos chegar lá sim.

São 650 km de redes, uma grande “estrada de saúde e qualidade de vida” no subsolo, e, quando pronta este ano, a maior e mais moderna estação de tratamento de esgoto do estado em Alvorada. Mais: a que permitirá a universalização do acesso aos moradores de Esteio. Um investimento que só é possível porque o estado pode garantir a contrapartida de 30% de seu valor – R$ 237,3 milhões! Esta contrapartida para dar ao recurso federal. Porque a construção do déficit zero assim o permitiu e estão lá: em 2010, o acesso de esgoto tratado de 3% para 95% para Esteio, 60% para Viamão, 58% para Alvorada, e de 70% para Sapucaia.

Mais saúde e mais qualidade de vida para a população, com maior proteção ambiental.

Assim, a luta vale apena.

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